Home Data de criação : 09/07/23 Última atualização : 10/02/10 05:49 / 44 Artigos publicados
 

Descrença  escrito em quarta 10 fevereiro 2010 05:49

Descrença.: s.f. Falta de crença; dúvida, incredulidade.
Estado de uma pessoa, de um grupo, que não tem crença religiosa.
Descrença: cepticismo e pirronismo.

Vida descrente.
Pareceu-me até um momento artístico da qual a platéia inspirava-se no espetáculo, mas seu ator retirava sua maquiagem após o show em seu camarim, sozinho, sem nenhum assistente, sem platéia, revelando alí os traços tortos e tão cabisbaixos quanto sua semblante.
Faça o que digo e não faça o que faço.
Querer dizer ou querer fazer, também contam?
Faça o que quero dizer e não faça o que quero fazer?

No final, o pior de todos os papéis do ator era o de sua própria autoria. Onde não atuava, onde não vivia.
Vivendo as espectativas do próximo capítulo. Capítulo que lhe passariam feito.



Quantas vezes deixamos de desacretinar em nós, nossas vidas e projetos por muitos empecilhos em nossas vidas.
Quantas vezes procuramos disfarçar isto, maquiando, vivendo de outra forma, e não tratamos.
Ser outro parece ser mais fácil, mas já não lemos?
Quanto o mais fácil pode ser mais doloroso, difícil, enganoso, mais caro.

Um ator profissional é justamente aquele que não vemos, não ouvimos falar, nenhum escândalo. Tantos problemas que se oculta em vários papeis felizes.
Quando largarás a descrença de que cumpres um papel importante nesta vida e que a sua está sendo perdida em outras que nada farão da sua melhor?

Creia.
Crer: v.t. Considerar como verdadeiro; acreditar.
Considerar alguém sincero: cremos em você.
Considerar possível, desejar.
V.i. Ter fé, ter crenças, especialmente religiosas.
Crer em si, ter confiança no próprio valor.

Tu fostes criados numa forma única, teu valor a Ele imensurável, e amar é a prova de que crer em qulaquer ponto é possível, é desejável.

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5 Segundos  escrito em sábado 30 janeiro 2010 05:39

Vendo as nuvens rolarem no céu através da luz do luar, não pude conter um profundo inspirar e renovar os ares que continham.
Felizmente pude sentir tudo de novo que o vento trazia de outras partes do mundo. Pude das nuvens ver o que o mesmo trazia destes lugares do mundo. Vagamente pude ouvir essas partes.
Preenchi-me de esperança com estes cinco segundos que se tornaram o mundo.

Engraçado pensar no luar, reflexo doutra luz.
Seriam estes ares iluminados também reflexo de alguma esperança que há de vir de algum lugar?

Infelizmente os pulmões vazios também me trazem à mente o que outrora um sentimento ali preenchia. O aperto do vazio.

Nunca poderemos ter somente um lado de uma mesma coisa. Pois para que algo exista o seu oposto deve existir. Sei que não vai chegar uma noite em que poderei ter senitmentos felizes sem ter tido tristes. Mas vou tentar extender ao máximo cada momento bom e precioso o quanto puder, aí então cada suspirar de cinco segundos trará mais do que partes do mundo, mas vidas felizes para se recordar e encher mais ainda de esperança meu peito, e que momentos tristes sejam apenas aprendizados e tão mais passageiros quanto um suspirar.

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Findano.  escrito em quinta 31 dezembro 2009 03:55

Foi-se mais um.


Cada um dos meus textos mostram o que ele foi. Para mim, e com o tudo que vi acontecer ao meu redor. Nem escrevi e descrevi tudo, mas o que se resume é: Aprender.
Se por mais que tento, acredito que a vida toda se baseia nesta palavra, e que por mais desastres que eu passe ou mesmo encherguemos no Mundo, cada fato que nos afetou e chamou nossa atenção, é para aquilo que temos que entender, aprender e conviver.

Temos que que reaver aquilo que chamamos de ser humano, humanidade, solidariedade, aquilo que carecemos. E que obviamente não será do alto escalão que se resolverá.
Nosso egoísmo sentimental, físicos, econômico, coisas que nos movem à caminhos que não mensuram consequências alheias. Temos que observar que nossas atitudes influem a vida de outros, mesmo que não percebemos. No mesmo Planeta redondo vivemos, se o que num país pode influenciar outros, o que seu vizinho não pode afetar?

Este é um post apenas para registrar que muitas coisas aconteceram este ano, e eu estar escrevendo é uma delas, e que minhas vagas opiniões e aprendizado possam também fazer do próximo ano algo bom, algo a aprender. Muito mais queria escrever, mas me limito a isto, que tudo o que ja escrevi fale por si mesmo, e que hoje posso enchergar tudo de uma forma diferente e quem sabe melhor.

Fiquem com Deus, um ótimo ano de 2010 a todos, e que a Graça de Jesus possa abençoar a vida de todos, na fé a que cada um tem.

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Tempo [2]  escrito em sexta 18 dezembro 2009 02:36

Tempo.

Já passastes por estas linhas e parece que gostas de aqui estar. Mostra-se como sendo o maior inimigo daquele mesmo que o criastes.  Revela aos mesmos que de tudo que fazemos ao mesmo tempo, noutro surgem suas consequências.

Revoltas, protestos, subornos, inundações aos mesmo tempo de tudo que é de mais desagradável, injusto e triste neste mundo. Independente de lugar, foi neste tempo que tudo isso assolou nossos meios de comunicação.

Tempo, desde de quando lhe citei, parece que sempre foi o mesmo a quem me referia, aparece sobre minha memória como sendo alguém imutável, mas já mudastes tantas coisas e vejam só como tudo e todos estamos, e você assim.
Será que você se disfarça no que apelidamos você de cotidiano e deixamos de encará-lo verdadeiramente?
Será que mascaramos nossos erros, tristezas e decepções no cotidiano e deixamos para que o tempo faça o contrário? Mas, você tem irmão? Ah, sim, era um apelido.

Tempo, trás de volta o 'nonsense', a pureza da criança? Encarar você já parece uma batalha contra a vida toda, encarar a realidade do que o mundo nos impõe parece um pesadelo! Tempestades, mortes, roubos...

Mas tempo, por quê lhe culpo? Estas não são consequências das ações humanas? Não são resultados do egoísmo humano, do autruísmo de governantes, do caráter "ser-social" distorcido?

Tempo, obrigado. Que ao mesmo tempo que tudo isto acontece, sei que não é você quem muda a você, mas nós mudamos você, mesmo que você possa parecer o mesmo. Você continua assim, para que encherguemos que ainda é tempo. Mas que depois pode não mais o ser.

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Escrevo para ser(á)?  escrito em segunda 14 dezembro 2009 04:07

Vejo que muita gente gosta de falar.
Gosta de escrever.
As vezes até gostam de serem vistas pelo que escrevem.
Mas não pensam a fundo sobre aquilo que escrevem.
Nem apenas isto, sobre aquilo que vêem, ouvem, comem.
Incrível o quanto destacou-se aqui, onde moro atualmente, estes aspectos. Pode ser apenas algo distorcido do que tenho captado, mas tem me intrigado de mais. E não somente ao que vejo, mas obviamente passei a refletir ao quanto faço do mesmo.

Fiquei triste por perceber o quanto muito das minhas atitudes mostravam o contrário do que eu acreditava, as vezes pensava ou achava que era correto. O quanto fazia aquilo mais para poder estar em um meio e poder "viver" a vida.
Fiquei ainda mais triste que como ao passar dos tempos nos caimos neste jogo e nos aperfeiçoamos e nos tornamos algo que seja mais conveniente e não aquilo que nos torna de fato mais feliz. Acabamos assim nos desconhecendo, negando e limitando quem somos. Deixamos de desenvolver todas nossas reais características porque no mundo elas parecem inúteis, desqualificadas.

Claro que isto não se resume a todos, e nem apenas uma pessoa, mas saber que estou me adequando a algo e que não é nem aquilo que vai me trazer algo de produtivo (chamo produção algo semi-qualificado como felicidade) me deixou muito triste.
Espero que o tempo que vejo passar pela janela não fique resumido ao que poderia ganhar em ser eu mesmo e ser feliz por isto. Só espero não perder mais de mim por causa doutros e nem doutros por mim.

Que o meu escrever seja mais um atestado para que assim eu seja cobrado, pois se escrevo acredito nisto, e para isto refleti como sendo parte de mim ou de algo. Que o agir seja com o pensar. E o pesnar seja felicidade, seja gratidão.

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