Eu realmente não gosto de política e muito menos gosto de
comentar sobre o mesmo. Mas incomoda-me profundamente a minha
graduação ter um teor de vinculação com a mesma, portanto, sobre
certo assunto, depois de tanto tempo, sinto-me impulsionado a
escrever.
Primeiramente, sei que eu não possuo uma qualificação elevada
para a discussão e sei que o reconhecimento do que escrevo é pífio,
mas com o pouco de vida que tenho e estudo que adquiri, vou colocar
aqui o que penso sobre certos aspectos socioeconômicos desta
sociedade.
Tributos.
Partindo de uma análise pontual, entendo revoltas e discussões
sobre os tributos brasileiros, no caso, sobre os importados
eletrônicos. Não discordo quando é dito que o imposto é
extremamente alto, e que quando queremos adquirir algo original e
de qualidade para estarmos dentro da lei e usufruir dos direitos
que o produto traz, esbarramos no preço elevado e partimos para
soluções não legais e depois somos os culpados. Porém, antes de
observarmos o problema final desta questão, acredito que tenhamos
que observar o porque das coisas acontecerem e acabarem desta
forma, porque sei que, apenas dar um prato de comida para um
faminto não lhe ensina como fazer o prato.
O tributo é uma forma de o Governo se financiar. Caso não seja
sabido, o Governo não tem um produto a qual vende e arrecada por
ele, não vende um serviço. O SUS ou qualquer outro serviço
oferecido pelo governo é uma forma de devolver o imposto que
pagamos a ele. O governo não arrecada nada com o mesmo, pelo
contrário, cobra-se imposto para se manter o serviço. Assim, temos
que o Governo é um gestor público que garante os direitos
reinvidicados ao longo da história humana. Portanto, há um motivo
social para que haja a cobrança do dito cujo e para a que
finalidade se aplicam, não são criados aleatoriamente, tanto que
possuem nome, e alguns a que finalidade são destinados. Portanto,
não sou contra o tributo, não acho que ele deva acabar, pois além
de cobrir uma questão econômica de financiamento do governo também
recorre uma questão social a qual SERIA a finalidade do governo de
auxiliar ás questões socias e de desenvolvimento de um país, mas
que primordialmente atende a SUA população, seja rico, seja
POBRE.
Além de uma questão estudada em economia, onde temos que um país
produz o que melhor lhe tem eficácia e passa a importar aquilo que
não produz eficazmente. Assim entendemos que o tributo, por
barrar/frear um produto importado, protege o mercado interno, uma
indústria nacional um EMPREGO NACIONAL. Pois o que se paga no
produto, sem o imposto, remunera o cidadão que o produziu,
portanto, o cara de fora, e não o cara daqui. Assim, este
específico tributo protege o emprego de alguém. Agora, o ponto
principal a que eu queria chegar é: Sim, o governo arrecada muito
com impostos, e paga altos salários e não distribui a renda, e nem
cobra, de forma justa. Então, o que fazer? Apoio então aqueles que
tentam monitorar, mostrar que o governo esta a serviço do público.
Assim, percebendo que o fim do tributo não resolve o problema de um
todo. Que o problema não é a sua cobrança, mas a que finalidade tem
sido aplicada. O correto poderia ser uma redução da mesma. Mas
veja, como eu disse, o emprego de alguém pode estar em jogo, então,
que outras medidas temos de tomar para que este emprego não seja
perdido?
Saiba que muito pode ser feito em monitoramento e cobrança do
governo sobre suas funções, uma delas é nestesite: http://www.portaltransparencia.gov.br/
Podemos saber até para que pessoas o bolsa família está sendo
enviado. Mas, como nem tudo é perfeito, muitas estão ocultas, ou
seja, aquelas que podem conter ilegalidades ou causar muita revolta
.
Portanto, vamos prestar atenção ao que o governo tem feito com o
nosso dinheiro, como na merenda das escolas públicas, o mal
atendimento nos hospitais, no transporte público das cidades e as
condições dos aeroportos. Sabe, o quanto somos encobertos sobre o
que mais deveríamos saber, aquilo que se refere diretamente a nós,
não só a nós mas as nossas futuras gerações, filhos. Inconforma-me
como estas questões não nos interessa, parecem-nos complicadas.
Assim, acho aplaudíveis manifestações e cobranças, mas com
fundamentos que sejam plausíveis.
Grato sou pela pequena atenção, e que o nariz que hoje cheira o
perfume que tanto gosta, saiba que amanha pode ter que cheirar o
que menos gosta e até mesmo o que nem seja o seu.